terça-feira, 2 de junho de 2015

Direitos Humanos (Parte II - Iluminismo).

 Iluminismo - uma breve história (séc. XVIII)
Imagine uma sociedade onde você trabalha feito um condenado, mas quem gasta os dividendos de seu suor são o rei e os nobres. Você não reclama, pois está convencido pela igreja que esta é a vontade divina, ou seja, uns poucos esbanjando e você passando fome.
Esse era o quadro da época...
Antes do Iluminismo não havia um código civil bem elaborado e constituído, isso gerava conflitos na sociedade, pois uns poucos privilegiados recebiam isenções de tributos e desfrutavam de uma boa vida enquanto outros carregavam o peso do reino e padeciam de carência de suas necessidades mais básicas (nobreza e plebe, respectivamente).
Essa desordem estrutural se dava porque reis eram considerados como deuses na terra, ou ao menos a escolha divina para reinar sobre o povo.
A religião cristã era forte, o clero dominava toda literatura conhecida, não espalhavam o conhecimento entre os concidadãos e impunham o que queria sob a alegação de ser ordem do deus judaico-cristão.
Os reis, que estabeleciam contratos generosos com a igreja, eram nomeados pelo papa e assim se mantinham no poder.
Esse era o Absolutismo instalado na Europa, onde reis possuíam todo o poder e poderiam fazer de tudo, inclusive quebrar as próprias leis. Acima deles, só o papa, que era o representante de deus na terra.
Todavia, como é de praxe na história, sempre surgem aqueles que não se conformam e começam a questionar a ordem das coisas. Dois séculos antes Copérnico havia desafiado a igreja com a hipótese do heliocentrismo em detrimento do geocentrismo estabelecido pela igreja, depois veio Galileu, Kepler, etc.
É claro que se levantar contra o clero exigia muita coragem, pois cabeças rolavam com facilidade. Mas não teve jeito, uma hora a bomba explodiria.
Então entre os anos de 1751-1772 foi editada a Encyclopédie (Enciclopédia) por Denis Diderot e Jean Le Rond d'Alembert, que reunia todo o conhecimento global que existia até aquele momento!
Os iluministas defendiam a criação de escolas para que o povo fosse educado e também defendiam a liberdade religiosa.
Isso foi um marco na história da humanidade, pois pela primeira vez o conhecimento era espalhado a todos e saía do controle autoritário da igreja. Aliás o nome Iluminismo foi dado ao movimento por "iluminar" as pessoas, por trazer a luz do conhecimento às trevas da ignorância imposta pelo domínio clérigo, que tomava conta do planeta.
É óbvio que houve retaliação, o Contra-iluminismo, que significa o "conservadorismo de trono e altar", mas é assunto pra outra ocasião...
No próximo post falaremos sobre quais direitos compõem a Declaração dos Direitos Universais do Homem.
Emoticon grin

Direitos Humanos (Parte I - Breve história).

Direitos Humanos, pelo menos nos dias atuais, e por aqui em terra brasilis, têm sido muito mal interpretado pela maioria, na verdade há uma péssima ou nenhuma compreensão sobre o que são direitos humanos.
Primeiramente você deve ter em mente que direitos humanos são intransferíveis e inalienáveis.
Intransferível - Não se pode transferir a terceiros;
Inalienável - Não se pode abdicar ou evadir-se deles.

Os Direitos Humanos são inerentes ao ser humano, ou seja, os direitos são garantidos à pessoa antes mesmo de seu nascimento.
Direitos Humanos são uma evolução de vários códigos, que começou com Ciro O Grande (rei da Pérsia entre 559 e 530 a.C), passando pelos "Direitos Naturais" romano, pelos ideais do Iluminismo francês, até finalmente ser oficialmente instituído após a 2ª Guerra Mundial (em 1948), pela então presidente da Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas, Eleanor Roosevelt.
A partir dali nascia o que hoje é conhecida como "A Declaração Universal dos Direitos do Homem".
Para melhor compreensão sobre Direitos Humanos, precisamos dar uma olhada no Iluminismo francês, movimento filosófico crucial para o desenvolvimento de toda humanidade e pedra fundamental dos Direitos Humanos.
Mas este é assunto para próximo post...

Emoticon grin

O elefante e a pomba, o medo e as crendices...


Parece um nome plagiado de Nárnia, mas não é, acompanhe o texto até o fim e pense a respeito.
Diz a parábola que 5 cegos estavam em torno de um elefante, então lhes foi ordenado que se aproximassem e tocassem no animal.
O primeiro apalpou a cauda e disse que o elefante era uma pequena corda; o segundo apalpou a tromba e disse que o elefante era uma mangueira; o terceiro apalpou o marfim e disse que o elefante era duro e pontiagudo; o quarto apalpou uma das pernas e afirmou que o elefante era largo como um tronco de árvore; por fim o quinto cego apalpou a orelha e afirmou que o elefante era um pedaço de couro.
Como se pode notar, todos estavam certos, eles tocavam partes de um todo.
Assim alguns filósofos definem deus, uma ideia compartilhada de forma diferente por diversas crenças, mas que são partes de um todo, que não passa de uma muleta metafísica, um escape confortante para aqueles que por si só não conseguem seguir na dura jornada da vida.
O desconhecimento gera o medo, e isso foi fundamental para que os seres humanos começassem a desenvolver suas crendices.
Mas como?
Nosso cérebro sempre procura por padrões, aliás isso não é exclusividade do homo sapiens, muitos animais também possuem cérebros que procuram padronizar o que ocorre para buscar entendimento das coisas.
Entenda como....
Burrhus Frederic Skinner, um psicólogo norte americano, desenvolveu um estudo curioso.
Ele recolheu alguns pombos na praça e os levou para um experimento, que consistia em observar se os animais buscariam padrões em seu comportamento para justificar determinado acontecimento.
Desta forma Skinner pôs os pombos em caixas com um botão e uma portinhola. Assim, ao ficarem famintos, os pombos começaram a bicar a parede da caixa até que, ao bicar o botão, a portinhola se abria e eles podiam recolher o alimento. Após um tempo os pombos voltaram a bicar o botão e o mesmo ocorria.
Assim seus cérebros desenvolveram o padrão para obter alimentos e o tempo entre uma bicada e outra no botão passou a ser menor e de acordo com o interesse dos animais.
Skinner então resolveu criar um padrão que independia da ação dos pombos, ele determinou que a cada 20 segundos o alimento seria fornecido. Sem o padrão anterior, cada pombo fez o que lhe parecia certo para obter alimento, alguns bicavam o chão, outros a parede, houve os que andavam em círculos e os que batiam as asas. Neste momento cada pombo "desenvolveu" seu próprio padrão, pois estavam "convencidos" de que o que faziam era o correto para obter a recompensa.
Esse experimento foi batizado de "Superstição do Pombo", e mostra de forma clara a necessidade do cérebro, (dos animais, e nossos também) de procurar por padrões.
Bem, acredito que neste momento você já deve estar imaginando do porquê dos rituais religiosos ao longo da história da humanidade, os sacrifícios que eram feitos para melhorar colheitas, impedir a ira dos deuses e todas as demais coisas oriundas das crendices.
Um grupo de pessoas dançava quando o tempo mudou e caiu a chuva: bingo! Dancemos para que a chuva caia!
Alguém morreu durante o plantio e a colheita foi farta: eureka! Vamos sempre sacrificar alguém para que a colheita seja boa.
Quando os padrões não funcionavam os antigos sacrificavam de novo, ou simplesmente aceitavam o revés como vontade divina (soa familiar?).
A ignorância das pessoas sobre o entendimento das coisas as igualavam aos pombos, que batiam asas, andavam em círculos, etc., por acharem que "dava certo".
Portanto, todas as vezes que você contemplar alguém rezando/orando para que a chuva caia ou cesse, por exemplo, lembre dos pombos... 
Emoticon wink
Reflitam e questionem... Você realmente acha que os rituais que hoje são praticados influenciam no que vai acontecer? Será que já não está na hora de aceitar que as coisas simplesmente acontecem, independente do seu "padrão"?
Isso é tudo, pense a respeito.
Ah, o fato do pombo ser um símbolo e ter uma participação muito importante na história da maior religião do mundo é mera coincidência... 
Emoticon grin
Até a próxima!

Verdades verdadeiras

Olá, pessoas!
Segue conceitos duros, mas reais:
1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter que trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;
5. Não existe dinheiro "deles", o governo trabalha unica e exclusivamente com nosso dinheiro;
6. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade percebe que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, chegamos ao começo do fim de uma nação.
Temos que extirpar corruptos e corruptores do poder. O dinheiro público deve ser revertido para melhorias da qualidade de vida de cada cidadão, tanto o dinheiro dos impostos quanto o dinheiro desviado em falcatruas, tudo deve retornar à população.
Distribuição de renda é uma mentira mal formada, o que precisamos é de produção de riqueza, e só conseguiremos isso por meio de muita educação, que dará inclusão social aos mais carentes, a fim de que estes se tornem tecnicamente aptos para exercer uma profissão e produzir riqueza. Com investimento em tecnologia e ciência, com políticas sociais bem geridas e com muita educação para a população dá pra almejar algo maior. Desta forma a nação cresce, todos produzem, e o país enriquece.
Brasil tem jeito, mas o país precisa de todos para se acertar.

Da série "Politizando as pessoas": Reforma política.

Desejo fazer um "brainstorm" por aqui e preciso da ajuda de todos. Por que fazer a reforma política?
Primeiro vamos pôr em pratos limpos o que ocorre hoje em dia (com sugestões para melhorias):

1- CAMPANHAS ELEITORAIS CUSTEADAS PELA INICIATIVA PRIVADA
- Qualquer um que queira se candidatar precisa de fundos para arcar com todo material da propaganda (panfletos, cabos eleitorais, carros de som, comício, etc.), sem isso a campanha está fadada ao fracasso;
- Desta forma um candidato em potencial pode fazer alianças com empresas robustas que bancam os custos da campanha, mas sob a condição de obterem facilidades nas licitações após vitória do candidato;
- Uma vez eleito, o candidato se vê obrigado a pagar os custos da empresa, e é este rabo preso que proporciona situações vexatórias, como o Petrolão;
- O dinheiro da iniciativa privada, dos grandes tubarões do capital financeiro, sempre ditou as regras no país, são eles e não os políticos que sugerem leis descabíveis, que de alguma forma interessará a estas empresas em detrimento à nação ou Meio Ambiente, como já aconteceu.

SOLUÇÃO PLAUSÍVEL: Limitar o valor individual das contribuições para campanhas eleitorais, seja oriunda de pessoa jurídica, seja de pessoa física. Todo dinheiro arrecadado deverá ser fiscalizado, deve ter origem e destino muito bem definidos, a contabilidade deve ser clara como uma taça de cristal e aberta à consultas públicas.

2- CANDIDATOS DESPREPARADOS
Se para um concurso público o edital dispões dos requisitos mínimos para que o candidato dispute a vaga, o mesmo não ocorre com os candidatos aos cargos eletivos. O que temos hoje são candidatos que mal sabem ler, muitos são analfabetos políticos, sem preparo, não sabem o que é um plano econômico, não tem participação social no meio em que vive, não conhecem as leis federais, estaduais e municipais, não sabem ao menos quais os atributos do cargo que vai exercer, enfim, um inepto querendo o dinheiro público.

SOLUÇÃO PLAUSÍVEL: Ora, exigir um mínimo de nível escolar, experiência anterior em trabalhos sociais, alguma contribuição social à sua comunidade ou coisa do tipo, plenos conhecimentos da Constituição Federal, da legislação estadual e municipal de onde pretende se candidatar não seria nada demais, pelo contrário, seria o mínimo a exigir de um candidato a um cargo de tanta importância. Deixar qualquer um se candidatar é um erro. O ideal seria formar o político, como formamos qualquer profissional, seria um tipo de curso técnico onde o candidato poderia aprender a fundo sobre todos os tipos de políticas sociais e econômicas, e ao ser aprovado estaria apto a se candidatar.

3- ELEITORADO DESPREPARADO
Os eleitores brasileiros melhoraram ao longo dos anos, nossa democracia é nova e está desenvolvendo, mas ainda é precário o índice dos que possuem ao menos noções de como administração pública deve ser conduzida, e isso independe de condição social, há pessoas desmioladas na favela e em mansões. Hoje temos pessoas que votam porque recebem algum benefício, porque o candidato tem boa aparência, porque seu líder social/religioso orienta que seja assim, porque alguma celebridade pede o voto, enfim, vários motivos estúpidos para se votar, nenhum que mereça respeito.

SOLUÇÃO PLAUSÍVEL: Da mesma forma que o candidato deveria atender a certos requisitos para se candidatar, o eleitor também deveria atender a certas exigências. Muitos me dizem "ah, a pessoa é analfabeta, mas paga os impostos", ora ela paga impostos e não entra em cargo público sem passar pelo concurso, que exige certa escolaridade, mesmo que a vaga seja custeada pelo dinheiro do imposto que ela paga. Se quiser ter direito a voto deverá se atualizar, se a pessoa não pode fazer um segundo grau, que faça um tipo de exame onde sua aprovação lhe conferiria o título de eleitor.

4- ELEIÇÃO PROPORCIONAL
Hoje um candidato bem votado, dependendo do tamanho de seu partido, pode levar consigo colegas de legenda, mesmo que estes tenham votação menos expressiva do que seus adversários.

SOLUÇÃO PLAUSÍVEL: Isso é uma distorção absurda do pleito eleitoral. Tem que ser eleito de acordo com os votos recebidos e não por causa de proporção. Vejam o deputado Jean Wyllys, nesta última eleição ele obteve expressiva votação e entrou no Congresso por mérito, entretanto na anterior ele foi puxado pela votação de outro candidato de seu partido, entrou pelo sistema atual de eleição proporcional. Esse esquema deve acabar, a contagem deve ser por maior votação, independente do partido.

5- TEMPO DE TV
Outra coisa medonha é o tempo de TV. Os maiores partidos têm tempo de sobra, enquanto os nanicos dispõe de pouquíssimo tempo. Você vê nas propagandas eleitorais os grandes falando tranquilamente enquanto os pequeninos parecem narradores de turfe. Isso está errado.

SOLUÇÃO PLAUSÍVEL: Por questão de democracia o tempo deveria ser igual, não podendo o partido menor vender seu tempo para o maior. Os partidos grandes já dispõe de melhor aparato para a campanha nas ruas, dar a eles uma preferência destoante na TV é o ápice da covardia. Um pequeno com ideias inovadoras e interessantes jamais será visto pela grande população. É um ponto a discutir.

Bem, estes são 5 pontos salientes que concernem a uma reforma política.

Um adendo: sou contra a reforma proposta pelo PT e apoiado por seus aliados. Não me cheira bem enfraquecer o Congresso cujos políticos foram democraticamente escolhidos pelos seus concidadãos para fortalecer organizações ditas sociais, mas que seguem a cartilha do governo. Isso não passa de uma malandragem rasteira de querer aumentar o alcance do Executivo no seio do Legislativo, está errado!

Amigos, agora é com vocês. Sugestões, críticas e análises serão bem vindas... 

Emoticon wink

Darwin Reverso...

AVISO: O TEXTO A SEGUIR PODE FERIR A SENSIBILIDADE DOS MAIS AFETADOS, PORTANTO SE VOCÊ FOR PORTADOR DO POLITICAMENTE CORRETO, É MELHOR SAIR AGORA.
"Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta" - (DARWIN, Charles ‪#‎SQN‬).
NOTA: CHARLES DARWIN NUNCA DISSE ISSO.
Na verdade, a força e a inteligência são fatores importantes e por vezes determinantes para que as próximas gerações possam perpetuar sua espécie.
Isso não é diferente para o homo sapiens...

Eu, um pobre trintão, mais próximo dos quarenta do que dos trinta, lembro de diferenças gritantes entre minha infância e a que vemos hoje em dia.
Em meu tempo de criança eu lembro que os imbecis se fodiam, a molecada idiota sempre estava se machucando, não havia protetor para tomadas, andávamos descalços, brincávamos em parquinhos precários com muito mato e brinquedos enferrujados repletos de tétano, andávamos soltos nos bancos traseiros dos carros, escalávamos barrancos íngremes, soltávamos pipa em meio a fios de alta tensão dos postes e entre os vergalhões da laje, jogávamos bola no barro, tomávamos banho de chuva, dávamos topada e arrancávamos tampões no dedão ao chutar o chão, bebíamos refrigerantes, comíamos carnes sangrando de tão mal passadas, o merthiolate ardia e ensinava a sermos mais atenciosos, enfim, não havia normas de segurança, muito menos na rigidez que há hoje em dia.
Esse estilo comportamental de viver a vida matava muita gente, amigos meus morreram eletrocutados por causa de pó de ferro no cerol da linha de pipa, que ao cortar a capa dos fios de alta tensão, descarregava o choque nos imbecis imprudentes, outros fraturavam pernas, cabeças e braços ao caírem da laje soltando pipa olhando pro alto, alguns tiveram a infelicidade de morrer ao cair de cabeça, outros fraturaram as pernas nas peladas mais violentas que ocorriam sem a supervisão de um responsável sequer, e coisas do tipo.
Sabe o que estava acontecendo? A famosa seleção natural, os mais inteligentes e fortes sobreviveram, os imbecis e idiotas ficaram pelo caminho, uma geração forte sobreviveu, os fracos e desmiolados se foderam. Isso é a natureza selecionando...
Porém o que temos visto hoje em dia são os aparatos de segurança permitindo que imbecis e idiotas se desenvolvam, aí eles crescem e passam suas imbecilidades para gerações seguintes, que serão tão estúpidos quanto eles e aí a humanidade caminha para a idiotice plena, para a glamourização da ignorância, a exaltação do ridículo e o louvor da estultícia.
É o Darwin Reverso a todo vapor.
Recomendo a todos o livro "The Dumbest Generation - Don't trust anyone under 30" - Mark Bauerlein), mostra bem como andam vazias as cabeças da garotada de hoje, salvo raríssimas exceções.
Até a próxima!

Da série "Política na rede": Minorias.

Gays, lésbicas, trans, PPI (Pretos, pardos e índios), ateus e mulheres. Você já deve ter ouvido que tais grupos pertencem à minoria, mas às vezes pode se perguntar se tal afirmação procede.
No caso dos gays, lésbicas, trans, índios e ateus, por serem um grupo percentualmente menores em nossa população, muitos aceitam sem contestar. Porém muitos contestam a minoria dos negros e das mulheres, pois muitos dizem que há mais negros e mulheres do que brancos e homens, respectivamente, no Brasil.
Na verdade nem branco nem negros, a maioria populacional é de pardos (mestiços)... Emoticon grin

Vamos lá... Primeiramente você precisa aprender o conceito filosófico de minoria. Minoria não é baseada em quantidade, mas em representatividade.
O que seria representatividade?
Representatividade, no cerne desta questão, é o percentual de tais grupos dentro das áreas que influenciam a sociedade com mais intensidade, a saber, mídia, empresariado e política.
É sabido que os grupos supracitados de fato são minoria nas áreas citadas, todavia não se resolve essa discrepância por meio de punição a quem está lá, mas por mais instrução e preparo a quem não está.
Todos somos iguais perante a lei e ninguém pode ser discriminado por questão de sexo, cor e credo (ou falta dele rsrs), pois a todos são conferidos direitos e deveres. O nome disso é Princípio da Isonomia. Então por questão de respeito a este princípio, não podemos arbitrariamente criar cotas e ferir o direito daqueles que se enquadram no grupo dito "maioria".
Por exemplo, algumas deputadas e senadoras querem criar uma cota de 30% para mulheres na representatividade política. Isso é uma aberração, pois representação política se consegue por meio de pleito eleitoral, então não só as mulheres, mas homens também que não possuam um bom programa de governo nem gozam de empatia por parte dos eleitores não serão eleitos, isso é fato.
As minorias sempre existirão, o que devemos combater é que tais grupos jamais sejam discriminados e tenham seus direitos preservados, tal qual todos da maioria. O grande problema é que alguns inescrupulosos se utilizam disso para fazer politicagem e manipular opinião pública, além de querer criar privilégios para mamarem da teta governamental.
Além de ser uma picaretagem, é uma afronta aos que fazem parte da minoria, pois os trata como incapazes de conseguir suas vitórias por mérito próprio, além de querer convencê-los de quem sem a ajuda deles jamais serão reconhecidos. 
Eu, como ateu e pardo, sinto-me afrontado por ser considerado intelectualmente incapaz por esta corja que não consideram a menor das minorias, que é a individualidade. Somos indivíduos antes de sermos grupos, se um pardo é incapaz não faz de todos incapazes, isso é um absurdo. O que devemos é investir pesado na educação e instrução, para dar suporte intelectual a todos (minoria ou não), e somente assim poderemos equalizar essa balança que pende para um lado.
Até a próxima!