terça-feira, 2 de junho de 2015

Política, religião e futebol.

Alguém certa vez disse que "há três coisas que não se discute: política, religião e futebol".


Tal afirmação foi tantas vezes repetida, que a cultura popular a absorveu completamente, a ponto de pôr sobre tais temas uma áurea sacrossanta, que realmente validou a afirmação.
Falar sobre isso se tornou algo delicado e polêmico, a maioria não cogita iniciar um debate sobre estes assuntos, e aqueles que se aventuram são os chatos, os que gostam de discutir e expôr seu ponto de vista.
Pois bem, o que temos visto destas três áreas que influenciam diretamente nossa sociedade?
Na política há um longo histórico de roubo do dinheiro público, temos o mensalão, petrolão, privataria, BNDESão, corrupção e desvio de dinheiro, entre outros.
Na religião temos visto grandes igrejas arrecadando milhões de reais sem reverter um centavo sequer em impostos, vemos a manipulação da fé das pessoas, estelionato, enganação, pedofilia, leis baseadas em crenças, intolerância, entre outras.
No futebol, que sempre foi o motivo de orgulho do povo brasileiro, acabamos de virar notícia internacional, não por gols ou jogadas plásticas de alguns de nossos jogadores, mas por causa da corrupção que há mais de 20 anos assola nossa maior entidade, lembrando que neste mesmo "balaio de gato" há a "Copa das Copas", onde a FIFA foi "isenta" de pagar impostos, além do superfaturamento na construção e reformas dos estádios usados na Copa do Mundo.
Como se pode ver, aquilo que não se debate não fica bem compreendido, se não fica bem compreendido não fica às claras, se não fica às claras coisas suspeitas acontecem.
Você aí não gosta de discutir política, mas Lula, Dilma, Aécio, Dirceu, Collor, etc., eles gostam.

Você não gosta de discutir religião, mas o Valdemiro, Malafaia, Edir Macedo, Feliciano, etc., eles gostam.
Você não gosta de discutir futebol, mas José Marín, Ricardo Teixeira, Eurico Miranda, etc., eles gostam.
Então a partir de hoje ponha uma coisa em sua cabeça:
NÃO EXISTE COISA QUE NÃO SE DISCUTE, O QUE EXISTE É PESSOA COM QUEM NÃO SE DISCUTE.
Até a próxima.

Da série "História na rede": A banalidade do mal.


O tema não é agradável, mas trata de um acontecimento que pode ser considerado "ontem" na história da humanidade, pois ocorreu há pouco mais de 70 anos: O Holocausto.
Imagine um país cujo planejamento socioeconômico de logística e indústria seja exterminar pessoas.
Este país é adepto ferrenho da eugenia, e entre as metas de estabilidade e crescimento econômico, aumento de sua produção industrial e aumento de seu faturamento e renda interna, está também a eliminação de pessoas cujas raças sejam consideradas inferior.
Por mais surreal que pareça, este era o quadro da Alemanha nazista. Nunca antes na história houve um período tão bem estruturado para o assassinato em massa. Entre os campos de concentração existiu o mais horrendo e desumano de todos, o terrível campo de Auschwitz.
Pessoas, parece estória criada, às vezes não dá pra acreditar na capacidade dos nazistas em praticar tanto mal a outros seres humanos.
Auschwitz tinha três pólos, o industrial, o logístico e o de extermínio. Nas indústrias do campo os prisioneiros trabalhavam como escravos, bem como na logística, pois Auschwitz foi intencionalmente construído por onde passava a mais importante malha ferroviária, e isso facilitou a logística tanto de material para indústria quanto de prisioneiros para o extermínio.
Agora pense nisso, o pólo de extermínio foi construído pelos próprios prisioneiros e eles sabiam que os fornos e câmaras de gás cedo ou tarde seriam o destino deles.
Em seu auge o campo de Auschwitz "produzia" 20 mil cadáveres por dia, isso mesmo, havia metas de produção em escala industrial de corpos.
Havia vários campos, havia só pra mulheres, como também só para crianças. Você consegue imaginar o horror que as crianças, afastadas de seus pais, sentiram naqueles campos? Consegue conceber a violência que as mulheres foram obrigadas a suportar nas mãos de homens inescrupulosos?
Considerem que, além de toda tortura, os nazistas faziam experimentos nas pessoas, abriam crânios pra ver funcionamento do cérebro humano, rasgavam barriga de grávidas para ver por dentro a formação do bebê, abriam peitoral de crianças com tosse para ver o pulmão, entre outras atrocidades.
Uma ironia maligna era estampada na entrada de todos os campos, que no vão de entrada exibia algo como "O trabalho liberta", pois os prisioneiros trabalhavam até a exaustão e depois eram executados, então ganhavam sua "liberdade" através da morte.
Hannah Arendt descreveu tal estrutura bem organizada como "a banalidade do mal", pois tal qual vemos pessoas hoje em cartórios despachando documentos, carimbando, etc., naquele tempo havia também pessoas que selavam destino dos outros assim, carimbando aqui e acolá, este para aquele campo e aquela para este.
Soa como loucura, mas ocorria.
As maiores vítimas foram os alemães com deficiência (física ou mental), gays, eslavos, búlgaros, húngaros, soviéticos do exército inimigo e, disparado, os judeus.
Calcula-se que 17 milhões de pessoas foram mortas no período da Alemanha nazista, um número expressivo e obtido por meio de uma gigantesca estrutura muito bem organizada com esta única finalidade, que era matar pessoas.
Então, meus caros, cuidado ao chamar outra pessoa de nazista, é um termo muito pesado para ser utilizado, dado o legado horrendo que este governo deixou na história.
Não banalize o mal.

Da série "Política na rede": Neologismo neurótico.

Assim diz o "pai dos burros" sobre neologismo e neurose:


Neologismo - é um fenômeno linguístico que consiste na criação de uma palavra ou expressão nova, ou na atribuição de um novo sentido a uma palavra já existente. É uma nova palavra criada na língua, e geralmente surge quando o indivíduo quer se expressar, mas não encontra a palavra ideal.

Neurose - enfermidade de natureza emocional, também ligada à personalidade do indivíduo e ao seu universo afetivo, e acontece quando o sistema nervoso de uma pessoa reage com exagero a uma determinada experiência já vivida.

Dizem os mais rígidos que neologismo é aplicado por quem fala demais, mas não tem nada a dizer, por isso a necessidade de glamourizar (olha o neologismo aí) seu discurso com expressões complicadas para dar um ar de seriedade e veracidade ao argumento defendido.

E quem são os que mais utilizam de neologismo nos dias atuais? 
R: O pessoal dos ditos "movimentos populares".

Como se o neologismo não fosse suficiente, tais movimentos, da ala esquerda mais extremista, não pára de produzir palavras novas, mas todas usadas em argumentos largamente temperados com neurose.

Palavras (ou expressões) como "problematizar", "empoderar", "desconstruir", "sororidade", "femismo", "opressão", "cultura de estupro", "construção social", "conservadorismo", "reacionários", "machismo", etc.

Há ainda bizarrices como "anulação" de gênero com substituição dos artigos masculinos e femininos por "x" ou "e", tais como:  "todxs", "amigxs", "moçxs" / "garotes", "moçe", etc.

Enfim, há palavras que foram criadas, há aquelas que sofreram alteração do significado original e há as expressões que viraram jargão na boca dessa gente que precisa, em caráter de urgência, de tratamento psicológico, quiça psiquiátrico, para resolver seus delírios mentais.


Freud diria que isso é falta de sexo, de piroca ou xoxota.

Creio que o problema é falta do que fazer, pois criar palavrinhas novas não resolverá problema algum, apenas sinalizará a todos em volta que tal pessoa carece de tratamento por sofrer de graves problemas mentais. Fora que a neurose inserida nestas ideias (de jerico) defendidas mostra o quão psicóticos têm sido estes movimentos de esquerda, que querem moldar a sociedade de acordo com seus interesses bizarros e que não representam, nem de longe, a maioria daqueles que tais movimentos dizem defender.

Há problemas maiores a serem resolvidos do que "problematizar" campanha de esmalte com frases para homens, achar racismo em "a coisa tá preta", implicar com série pipoca norte-americana com conteúdo de violência para mulheres e homens, entre outras coisas que não merecem sequer um debate a respeito.

Enquanto essa turma histérica fica inventando moda, o Brasil segue como um dos piores educadores do mundo, a miséria não pára de crescer, a corrupção parece não encontrar limites, a infraestrutura do país é precária, a indústria e setores primários seguem demitindo, enfim, muitas coisas que merecem atenção e foco, mas são ignoradas por essa gente sem propósito algum na sociedade e que são financiadas pelo dinheiro público, isto é, por nosso dinheiro.



sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Da série "Acontece nas melhores famílias": A cegueira do RH

Da série "Acontece nas melhores famílias": A cegueira do RH

"Muitos profissionais competentes perdem oportunidades de ouro por terem sido entrevistados por ignorantes ao assunto em questão".

Quem nunca deixou de obter um bom emprego por conta de um RH que não era íntimo à vaga oferecida?

O pessoal que atua na área de Recursos Humanos (Mulheres em sua maioria) usualmente são detalhistas para com seus candidatos, observam postura, roupas, sapatos, bolsas, pontualidade, flexão verbal, linguagem corporal, atentam às informações do CV (Curriculum Vitae), além de outros fatores que são ensinados "na academia".

Todavia há um ponto cego nestas avaliações, pois o modus operandi adotado não é capaz de ver além
daquilo que os olhos enxergam. Muitos profissionais realmente bons no que fazem podem sim pecar feio nos itens que são detalhadamente observados e assim deixarem de ser contratados. O detalhe é que, por mais que o profissional perca com este critério, muito mais perderá a empresa que certamente conviveria numa boa com o "problema" de seu contratado visto que o resultado que este traria em absoluto seria pesado na balança por causa de sapatos não engraxados, por exemplo.

Outro problema que afeta diretamente o alcance do RH é o próprio CV. Muitos profissionais não têm encaixe de suas habilidades dentro do CV por conta de não possuir tal conhecimento registrado em carteira, então pode ocorrer de ficar de fora algo que impactaria no cerne das necessidades da empresa.

Não se pode generalizar, mas que tal situação é recorrente, ah isso é...

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Você acredita em deus? Qual deles?

Por muito tempo o homem, mergulhado numa profunda ignorância, não entendia fenômenos simples, que o aterrorizava e o confundia, levando-o a conclusões precipitadas. Hoje, grande parte do que era atribuído aos deuses é plenamente explicado pela ciência moderna.

A ciência nasceu da curiosidade do homem em entender o porquê dos fenômenos, nasceu da vontade de se obter explicações plausíveis para as coisas. Se não houvesse homens que questionassem, ainda estaríamos vivendo em caverna e temendo os trovões e raios de Zeus, Thor ou outra divindade que "comandasse" o tempo.

Todavia, alguns homens mais perspicazes (e maliciosos) enxergaram o poder que a crença tinha sobre os menos favorecidos e iletrados. Daí a ideia de se criar deuses para que a grande massa ignorante pudesse ser facilmente dominada, afinal, em caso de deslize, um tipo de inferno estaria preparado e aguardando os infiéis e rebeldes.

Com o passar do tempo algumas mentes brilhantes tentaram explicar as coisas, mas foram calados pelos líderes religiosos, pois a ciência começava a mexer na ferida da religião, que tem toda sua existência baseada na obediência cega e não em evidências, moralidade e realidade.

Não sei se você sabe, mas houve um grande período, que atravessou décadas, de baixo
desenvolvimento econômico e cultural na Europa no período pós império romano, uma época em que ninguém poderia contestar a igreja sob o risco de ser condenado por heresia e ser morto.

Isso é o que a religião faz, ela combate aquilo que pode abalar a "fé" de seus seguidores, pois o único
objetivo é ter pessoas obedientes e dependentes de sua crença. A fé vai se esvaindo com os conhecimentos que dominamos, passamos a entender que não precisamos ter fé para compreender o arco-íris, nos simplesmente sabemos como funciona.

Nos dias de hoje, com mais de 200 anos de evidências pró-evolução contra nenhuma pró-criacionismo, ainda existe pessoas que acham que o deus judaico-cristão criou a terra, o universo e tudo que neles há em 6 dias, que a terra possui entre 6 mil e 10 mil anos de idade (dada a cronologia bíblica), que o dilúvio efetivamente aconteceu, mesmo sendo um plágio de uma narrativa bem mais antiga descrita na Epopéia de Gilgamesh, enfim, ainda há pessoas preferem viver numa bolha ilusória em vez de encarar a realidade.

Pare e pense. Use a lógica e razão, é isso que nos diferencia dos demais animais, não se deixe levar pelas emoções, que são coquetéis bioquímicos em seu cérebro, tirar aquilo que faz de você humano, ou seja, um ser racional. Todo e qualquer um que efetivamente PENSAR, automaticamente jogará por terra suas crenças infantis e notará o quão disperso foi da realidade pelo tempo em que "cria" nas coisas em vez de saber delas.

Tente, a humanidade agradece,

MB

sábado, 2 de agosto de 2014

Curiosidade e busca....

A curiosidade e a busca por respostas move a ciência, que não se propõe a ter todas as respostas, mas se dedicará sempre a buscá-las.


Se não fosse por isso ainda estaríamos morando em cavernas, temerosos com os raios e trovões, que atribuiríamos a Zeus, Thor ou qualquer outro suposto deus.


Acreditar cegamente em algum deus é trancar a mente para a busca por respostas e compreensão do que AINDA não se entende. A pessoa simplesmente não pensa, resume apenas a dizer que "foi deus que fez / foi deus que permitiu".


Há tempos atrás, na completa ignorância, as pessoas atribuíam a possessão demoníaca o que hoje sabemos se tratar de epilepsia.

Semanticamente a terra já foi plana e era o centro de universo, pois acreditava-se que o sol girava em torno dela e não o contrário; bruxas existiam, matemáticos eram perseguidos por contrariar as crenças da época através de seus cálculos, etc...


Quando não se tem uma resposta plausível, lógica ou quando a mesma é trabalhosa para ser alcançada, qualquer resposta estúpida satisfaz.

Não tranque sua mente, expanda-a, alimente-a, duvide de tudo, pesquise, escuta e veja outros pontos de vista, não acredite em nada sem pensar, seja dono de seus conceitos e conclusões.


Pare e pense, enquanto ainda é gratuito.



MB

terça-feira, 22 de julho de 2014

Relações binárias...

Criamos o Facebook para nos sentirmos sociáveis...
Usamos o Instagram para nos fazermos bonitos...
Somos inteligentes graças ao Google...
Digitamos pra falar e lemos para escutar...

Até quando?

As pessoas estão perdendo a essência da verdadeira relação, o tête-à-tête, o calor humano, a conversa cara-a-cara...

Não se conhece olhando nos olhos, mas olhando para uma tela, não se sente a pessoa apenas se imagina...
Julgamos quem gosta e quem não gosta de nós pelos "likes" que recebemos ou não... Ele não tem dentes tão brancos nem ela curvas tão voluptuosas, o que ambos têm é habilidade com o Photoshop.

Estamos nos aprisionando numa grande e viciante ilusão digital, são tantos aplicativos (apps para os mais íntimos) que não sentimos essa areia movediça nos engolir e nos tornar em seres lindos que são feios e sociáveis que são solitários .

Acordem pessoas, desliguem um pouco seus celulares (micros e laptops também), levante a cabeça e veja o mundo como ele é, veja a vida que se movimenta à sua volta.

Provavelmente você esta lendo isso de seu celular, sozinho ou sozinha, buscando algo que não achará no mundo virtual, que é o relacionamento humano. Tantos "amigos" e ninguém está por perto para lhe escutar e abraçar, para sorrir e para chorar junto.

Relações binárias entre humanos não nos levará a nada, somente a um futuro incerto de pessoas vazias de relacionamentos genuínos.



Devemos ficar off-line para as "redes sociais" e on-line para o mundo real, afinal somos feitos de carne, ossos e sangue, e não de bits.

Até a próxima!

MB.